domingo, 19 de janeiro de 2014

A VERDADE SOBRE O 'ROLEZINHO'

 Entenda como tudo começou e como se transformou em polêmica


Foi assim: 6 mil jovens, a maioria deles com idade entre 14 e 17 
anos, responderam pelo Facebook a um convite para se reunir e ouvir 
funk ostentação – variante do ritmo que exalta o consumo e as roupas 
de grife – no estacionamento do Shopping Metrô Itaquera, em 7 de 
dezembro. O shopping é o principal ponto de lazer da região. É ali que 
os adolescentes se encontram corriqueiramente, para ver os amigos, 
comer no McDonalds e ir ao cinema. 
Quando a reunião no estacionamento 
começou, a segurança do shopping tentou dispersar a garotada. Mas 
eles, em lugar de ir embora, rumaram para o interior do prédio. Quem 
lá estava pensou tratar-se de um arrastão, e a confusão se instalou. E 
os brasileiros ouviram falar pela primeira vez do rolezinho, um 

fenômeno cultural que ocorre rotineiramentena periferia deSPaulo então, havia passado despercebido. Depois da correria no 
Shopping Metrô Itaquera, tudo mudou. O rolezinho foi sequestrado 
ideologicamente e virou palavra de ordem. Radicais de um lado viram 
uma tentativa de integração forçada dos excluídos. Radicais do outro 
lado tomaram o grupo de jovens como uma ameaça social, um exemplo de 
baderna a ser contida – pela força, se necessário. A rigor, não se 
trata nem de uma coisa nem de outra.  

Os chamados rolezinhos são, antes de tudo, um fenômeno novo gerado
pelo poder de mobilização das redes sociais, que guardam algumas semelhanças com os protestos de rua que surpreenderam o país em junho do ano passado. Da mesma forma, envolvem muitas pessoas pacíficas e bem-intencionadas, mas também oportunistas que se escondem na multidão para transgredir. E é justamente pela sua ambiguidade que o movimento precisa ser tratado com cautela e racionalidade. O país precisa encontrar um caminho de convivência em que todos os direitos sejam respeitados – tanto o de ir e vir, ameaçado pelos defensores da repressão aos jovens, quanto o de desfrutar da ordem pública, garantido a todos os cidadãos. Os grandes centros de consumo foram idealizados justamente para oferecer conforto e segurança aos frequentadores, independentemente da sua condição social, da cor da pele ou do poder aquisitivo. São espaços privados de uso público, que não podem servir de palco para a segregação nem para a intimidação de ninguém. Ambas as ações são incompatíveis com os direitos humanos e com as garantias individuais asseguradas pela Constituição brasileira. Ninguém pode impedir que jovens e adolescentes oriundos da periferia frequentem os mesmos locais habitualmente frequentados por consumidores melhor situados na escala social.
Porém, em nome dessa almejada igualdade, não se pode aceitar que grupos de indivíduos promovam desordens, correrias e agressões que possam constranger ou colocar em risco a própria integridade e a de outras pessoas. O temor de arrastões também é compreensível, pois os brasileiros já viram repetidas vezes este filme. Mas nada justifica o preconceito, o cerceamento antecipado e muito menos a repressão violenta e indiscriminada, seja por parte de agentes privados, seja por policiais chamados a intervir. Condenável mesmo é a politização desse episódio de desfecho imprevisível. Em vez de tentar tirar proveito do fenômeno, como alguns já estão fazendo, integrantes do governo e da oposição deveriam dar exemplo de convivência civilizada, debatendo o tema com transparência e buscando soluções negociadas para eventuais impasses. O Brasil só será um país justo quando o diálogo vencer o medo, o ódio e o preconceito. 
Não devemos deixar que os políticos se apropriem desse legítimo direito de expressão para infiltrar seus baderneiros como também não devemos deixar que o preconceito incite ao ódio e ao medo. Sejamos racionais e tenhamos bom senso nessa questão. Cada caso é um caso, o que não se pode é restringir o acesso de pessoas em razão de sua cor, classe social, credo, orientação sexual e etc. Até porque, isso é crime previsto em lei. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Máscara Caiu: Mais um bandido travestido de político!

 Uma criança mimada que não sabe brincar sem ditar as regras do jogo, cresce, ingressa na política e se transforma num tirano que, como uma criança mimada, não suporta ser contrariado...
 Você pode estar pensando em qualquer político nesse momento, até porque, a carapuça serve para a imensa maioria deles. Mas nesse caso em particular, venho falar aqui do Governador do estado do Rio de Janeiro: Sérgio Cabral.
Ativistas acampados em frente a residencia de Sérgio Cabral,
ao fundo, pode-se ver a cerca do bloqueio da PM e viatura.
Desde o dia 21/07/2013, ativistas se revezavam num acampamento em frente a residência desse Governador, sendo monitorados pela PM, que isolou o quarteirão. A manifestação era pacífica, com o apoio da população, que inclusive ia lá levar mantimentos para ajudar o pessoal. A única reivindicação feita pelos ativistas, era que Sérgio Cabral aparecesse lá, para conversar pessoalmente sobre as manifestações populares. Cabral, arrogante como é, evidentemente não apareceu, e avisou à imprensa que só receberia os ativistas acampados no Palácio da Guanabara. Fato que não foi aceito pelos acampados que lá continuaram.
   Ora, o Governador, não contava com essa postura! E outra: ele não podia mandar matar ninguém ali, pois a maioria dos ativistas eram filhos da classe média alta e mídia estava cobrindo diariamente.

Irritado, ele arranja uma reunião forjada para mostrar sua "boa vontade" para a opinião pública:

Manifestantes, que diziam estar acampados são recebidos por Cabral no Palácio da Guanabara.
Link dessa matéria aqui!

A reunião foi tão "mandrake" que na matéria você pode ler que o próprio grupo que foi recebido dizia ainda não ter uma pauta pronta para tratar com o Governador, porém teriam acertado algum acordo de segurança nas manifestações e outras reuniões para o futuro. Mas espera aí, vamos pensar um pouco: você fica dias acampado na casa de um Governador e não sabe o "por quê"? Você vai numa reunião no Palácio do Governador e não sabe o que reivindicar? Não tem uma pauta das vontade do povo???? Então, eu não sei você, caro leitor, mas só posso crer em duas coisas: primeiro esses jovens que aparecem aí nas fotos não fazem parte do mesmo grupo que acampava na casa do Governador. E, segundo: O Governador é tão incompetente que nem pra arrumar figurantes competentes presta!

E, de fato, esses jovens, não eram do grupo que acampava em frente à residência do Cabral. Tanto assim, que tão logo a mídia veiculou esse encontro, os legítimos ativistas, indignados, prometeram ficar acampados por tempo indefinido ou até que Cabral aparecesse pessoalmente para tratar com eles.
A arrogância de um homem que já chamou médicos de "vagabundos"

Revoltado com a permanência dos ativistas em frente a sua residência, (que diga-se de passagem é no Leblon, de frente para a praia, onde o m² chega a custar 40.000, um dos mais caros DO MUNDO!) Sérgio Cabral 'mimado' Filho, ao invés de ir lá e mostrar que é 'homem' resolve usar seus métodos de bandido e com seu poder manda a PM EXPULSAR OS ATIVISTAS DO LOCAL! E, não basta ser cruel, tem ser covarde: manda que seja feito de madrugada, na surdina, pegando todos desprevenidos e longe do olhar das mídias, porque...pega mal, né?Pois é.
Um grupo de PMs diferentes dos que monitoravam os acampados (que inclusive mantinham boas relações com o grupo), foram destacados para chegar lá de madrugada tocando o terror, quebrando tudo e expulsando os ativistas do local. Alguns, ainda confusos pois estavam dormindo, ao reclamarem da atitude dos PMs foram acusados de "desacato à autoridade" e levados presos! Te pergunto: A mando 'de quem'?

PM expulsa violentamente ativistas acampados em frente a residência de Sérgio Cabral,Governador do RJ. Clique aqui para conferir.
E, quando a notícia vem à público, o Senhor Governador diz que teve que tomar uma atitude porque os que ali estavam, atrapalhavam o direito de ir e vir... Mas eu pergunto à você leitor: o direito de ir e vir 'de quem'? Sim, agora o Governador já pode voltar feliz e sossegado para o seu "apêzinho" de milhões de reais de frente pra praia. Imagino que ele já estaria com saudades do aconchego da sua humilde residência.

Agentes da Supervia batem em passageiros,
para que a porta possa fechar. Trem superlotado!
Bom, agora o que você talvez não saiba, caro leitor, é das ligações escusas que o Governador mantém com algumas empresas de transporte aqui na cidade do Rio de Janeiro. Você alguma vez já andou de trem, nessa cidade? Espero que você não precise, porque não recomendo e se você usa, sabe muito bem o que estou dizendo: é um lixo! Caro, ruim e ineficiente! Além de desrespeitoso e perigoso, como mostram as imagens:
Acidentes são corriqueiros no cotidiano da Supervia. Não há manutenção adequada, trens e vias estão sucateados.
Agora, você imagina um trem desse, superlotado e um acidente? Acontece com bastante frequencia!




E de metrô? Nem se fala. A única coisa que podemos falar à favor, é que anda um pouco mais rápido, pois evita trânsito. De resto, tem cobertura ineficiente, é caro e tá sempre lotado! Um sufoco que não desejo à ninguém!
Confusão, caos e desconforto na ida para o trabalho e na volta pra casa no metrô do Rio de Janeiro.



Então as ligações escusas, o que você talvez não saiba, é que a advogada dessas empresas,  MetrôRIO e Supervia, é a esposa do Senhor Sérgio Cabral. E, essas empresas, são empresas privadas que exploram uma concessão pública! Mas, pode isso?  Na minha opinião é conflito de interesses, mas para o cara de pau do senhor Cabral é absolutamente normal! Tão normal quanto o descaso dessas empresas com os passageiros. Afinal, nem adianta processar, porque com a esposa do Governador defendendo ($$$$) essas empresas, vai continuar TUDO IGUAL nas cercanias de Cabral. E nem adianta chororô, pois isso é uma prerrogativa exclusiva do nosso Governador!
Esposa de Cabral defende Metrô e Supervia. Clique aqui para saber mais! Inclusive, O Governador, a despeito de todos esses problemas, prorrogou o contrato de concessão pública da Supervia por mais 25 anos! O que significa que por mais 25 anos, você vai ter que passar por isso ao andar de trem...está tudo bem explicado na matéria do link acima.

E das ligações escusas da UPP (Unidade de Pacificação Policial) do Cabral com Eike Batista? Você sabia que foi o Eike Batista que "doou' as caminhonetes Nissan Frontier para aparelhar as UPPs?E é o próprio Eike que paga as gratificações 'extras' dos PMs que atuam nas UPPs. Essas mesmas UPPs que estão "pacificando" as favelas...Nossa, como o Eike é bonzinho...E governador, desde quando dinheiro privado é empregado em políticas públicas de segurança????
A linda Amizade do Homem mais rico do Brasil e do "Pseudo"
dono do Estado do Rio de Janeiro.
O que você talvez não saiba, é que o Eike quis que fosse derrubado o viaduto da perimetral, porque ele e Cabral tem um plano "magalomaniaco-milionário" para revitalizar o Centro do Rio e, nessa revitalização, está prevista a construção de um hotel de LUXO (do Eike) na região do porto, bem em frente onde ficam ancorados os Navios Cruzeiros de luxo que passam por aqui. E um viaduto no meio da vista não fica legal, né? OK, já estão derrubando o viaduto e agora todos que antes ficavam engarrafados ali, vão ficar engarrafados dentro de um túnel quente e respirando bastante gás carbônico emitidos pelos escapamentos, e claro, escondidos dos visitantes dos navios. Ah, e tem mais...vários moradores estão sendo removidos (expulsos) do Morro da Providência, a primeira favela do Brasil e que por azar, fica bem atrás do local onde o Eike quer construir o hotel. E, claro que ele não quer favelados por perto, não pega bem essa vizinhança para um hotel de luxo,né?Mas eles dizem que é para "Obras das Olimpíadas"... claro, claro...E adivinha quem está lá "pacificando" o Morro da Providência? A mesma UPP do Eike/Cabral. E se o povo se recusar a sair de lá...o que você acha que vai acontecer? Essa eu deixo pra você pensar...
O maracanã está sendo privatizado, e que empresa particular vai administrar (lucrar$$$$) o maracanã? Um consórcio de empresas entre as quais a IMX do Eike Batista!!!!!!Então você constrói com dinheiro público e empresas privadas é que vão lucrar em cima????? Pois é! Aqui no Rio de Cabral é assim.

 Não acredita? Deixo aqui pra vocês os links para as devidas comprovações:

Relações entre Eike e UPP no RJ. Click aqui para ler a matéria.

Moradores da Providência Resistem a Demolição para Olimpíadas

A demolição do Viaduto da Perimetral e caos na cidade do Rio

Consórcio que reúne Eike Batista vai administrar o Maracanã por 35 anos

E quem vai prender essa bandidagem? Parabéns a todos os manifestantes que resistiram bravamente, o quanto puderam lá nas cercanias do Cabral. Enfrentar bandido, é um ato de coragem!

Políticos, tremei!

#OGiganteAcordou!

E isso é só o começo!

Até o próximo post!




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Em Nome de Zeus e o Papa


Bom, pessoal

Hoje eu trago esse texto da Inteligentíssima Laura Botelho, não com o intuito de copiar, já que estou lançando aqui todos os créditos para a autora, mas com o intuito de compartilhar esse texto que é simplesmente imperdível e maravilhoso! Condiz com meus pensamentos, e talvez, algumas pessoas fiquem confusas com algumas colocações da autora, mas recomendo que pesquisem. Em todo caso, recomendo que visitem o site da autora: www.bloglaurabotelho.blogspot.com.  Então vamos lá:



EM NOME DE ZEUS

Essa coisa toda em torno da renuncia do Papa Bento 16 está dando o que pensar e falar. Um rico material para comentar e postar, e eu, não resisti. Como uma cena de novela brasileiracada um dá a sua versão dos fatos e aposta nela pautada e fundamentada em retalhos tirados da internet ou nos comentários com os amigos.

Estão todos errados nas suas conclusões? Claro que não!
Só quem sabe como a novela acaba foi quem a escreveu! De resto, tudo gira para nosso “entretenimento”. Vamos bater boca com a vizinha ou com um grupo num bar ou num fórum na WEB e esgotar todas as possibilidades. Quem vai acertar o por que o Papa renunciou? Só Zeus sabe!

Já li que o Papa renunciou por conta da revelação iminente sobre os Extraterrestres, já que o Medvedev, Primeiro Ministro da Rússia, disse que se outras potencias mundiais não contarem a verdade sobre " O segredo dos deuses”  – ele o fará... Será?

Falar sobre os deuses é o “apocalipse” anunciado que pode jogar a fé de sobre qualquer coisa num inferno sagrado. E se opovão descobrir que foram os ETs que inventaram JesusBudaArcanjo Miguel e outros avatares... Cabeças vão rolar!! E a do Papa tá na reta.

Outra versão sobre a renuncia [ainda não autenticada] seria devido a uma possível prisão de Joseph Ratzinger, como Papa, emitido por um mandado europeu como garantia pública contra os bens do Vaticano – uma prisão que seria anunciada até a próxima Páscoa. Uma hipótese remota, mas não descartada.

Você já se perguntou como a Igreja Católica Romana tem se safado das denuncias de estupro, assassinatos, torturas, roubo, apropriação indébita das terras de outros povos em nome de "deus" sem explicar como uma instituição pode cometer tantos crimes sem enfrentar quaisquer consequências?

As explicações são inúmeras, basta que você queira saber, estudar, pesquisar. O Vaticano afirma status como um "estado" (país) graças a uma lei italiana de 1929, cortesia de Benito Mussolini, que tornou o Papa "diplomaticamente imune" de acusação contra qualquer coisa, inclusive ocultar e silenciar quem o denuncie.

O Vaticano não pode ser julgado em tribunais civis por crimescometidos por seus sacerdotes porque está sob uma jurisdição distinta: a sua própria


Além do poder financeiro e um Império incalculável ao longo dos séculos, 15 bulas papais Romanus Pontifex e Inter Catera anularam a posse de terras de “todos não-cristãos”  dividindo o planeta entre Espanha e Portugal. 


A chamada "Doação de Constantino" arquitetada por advogados do Vaticano, no século IX transferiu toda a autoridade, bem como a terra e a riqueza do Império Romano, para as mãos da Igreja de Cristo. O imperador Constantino, caso você não saiba, foi o cara que fez do cristianismo um império religioso. Constantino usou a fé para salvar suas finanças e a igreja seguiu adiante.

O tribunal argentino reconheceu hoje que a Igreja católica no país esteve implicada nos crimes da junta militar que governou a Argentina de 1976 a 1983. O tribunal constatou que os altos hierarcas da Igreja sabiam dos assassinatos etorturas de sacerdotes oposicionistas que defendiam sua posição cívica, mas não empreenderam nada a respeito. A ditadura militar argentina foi extremamente brutal em relação à oposição de esquerda
Noticia do dia 14/02/2013
  
"Assim que uma moeda tilinta no cofre,
uma alma sai do purgatório"

As indulgências (o perdão) foram concedidas no início da Igreja Católica para reduzir as penitências muito severas. Em 1517 o Papa Leão X ofereceu indulgências (venda de perdão) para aqueles que dessem esmolas para reconstruir a Basílica de São Pedro em Roma.

Com efeito, a igreja é a continuação da Pax Romana, ou seja, o único e supremo império sobre a Terra. O Papa assume autoridade sobre todos os povos e seus governos, incluindo os não-cristãos, e ele pode fazer o que assim desejar e com o “com+sentimento” dos que ignoram tudo, até mesmo os que desconhecem as suas próprias vidas.

Já li também que o Papa renunciou por que tem que pegar o próximo voo para o planeta Marte, pois na ultima revelação de Fátima parece que a Terra de Zeus está em perigo. A profecia de Fátima fala sobre uma big inundação provocada por umasteroide ou algo vindo do céu. E se isso for verdade... a do Papa tá na reta.

Desconcertantes declarações do Papa João Paulo II feitas por um número muito limitado de jornalistas, durante a sua viagem à Alemanha em 1980, à cidade de Fulda, nos mostra que há algo no “ar”.

Pergunta de um jornalista: “Santo Padre, o segredo de Fátima Já devia ter-se publicado no ano 1960?

Resposta de João Paulo ll: “Pelo seu conteúdo impressionante e para não animar a força mundial do comunismo a certas ingerências, os meus predecessores preferiram fazer uma “versão diplomática” do segredo. Ademais, deveria bastar a cada cristão quanto segue: quando se lê (no segredo) que os oceanos inundarão continentes inteiros, que aos homens perderão a vida de repente, em minutos, e milhões deles..., sabendo isto, verdadeiramente não é necessário pretender que se publique este segredo... Muitos querem saber só por curiosidade, mas esquecem que o saber traz consigo responsabilidade...; eles querem somente satisfazer a sua curiosidade. Isto é perigoso quando, em semelhante tempo, não se quer fazer nada alegando que já não serve de nada

Prometeu em versões posteriores da mitologia grega, era o Titan que criou a humanidade a mando de Zeus. E seu erro foi dar aos humanos a “consciência” = a luz do conhecimento de seu poder. Isso irritou Zeus que puniu exemplarmente seu próprio filho por essa estupidez.

Deve ter pensado Zeus: “eles eram tão mansinhos e obedientes como as ovelhas... agora fazem passeatas e reclamam de tudo! Que inferno!!"

Prometeu criou “um ser” à imagem dos deuses que poderia ter umaalmaPrometeu ensinou o homem a caçar, ler, fazer contas, assistir BBB e curar os doentes assim como os deuses faziam e isso irritou Zeus.

Lúcifer é a tradução, em Latim, da expressão “Phosphorus” (ou “Heosphoros”) que é um dos sinônimos de Prometheus. Lúcifer é apenas a contraparte, em Latim, de Prometheus – aquele que trouxe o fogo sagrado.

Bom, acho que você já matou a charada.
Enki = Prometeu = Lúcifer = Serpente – o demônio que trouxe a polaridade da alma.

Se os humanos não ficassem sabendo que seriam eternos prisioneiros da luz, não estariam nessa cela fria e escura de suas almas em que se encontram, mas ter conhecimento sobre tudo isso os libertará. E graças a Zeus muita gente continua na escuridão achando que Lúcifer é o cão e que o bonzinho da história tem outro nome...

Os seres anteriores a informação da serpente eram pacatos e dóceis. Aceitavam todo tipo de ordem que impunha Zeus a seus servos. Se Zeus mandasse, eles obedeciam e davam sua vida a isso. Trabalhavam e adoravam a Zeus todos os dias de suas vidas.

Se Zeus pedisse os filhos dos servos como sacrifício, oscordeiros sem hesitar ofereciam seus filhos a Zeus, acreditando que isso aplacaria sua ira contra eles, mesmo que os humanos não tivessem feito nada para sofrerem tal castigo.

Mas Zeus sabe o que faz, ele sempre foi fiel e nada faltou para os que se dedicaram a ele, e como premio ganharam o reino dos céus = Marte. Serão escravos por lá.

Os deuses estão sempre de mau humor. Querem sempre mais e mais carne humana... Mortos-vivos  (Zumbis) com fome  de carne têm sido um elemento do mundo da “mitologia” datado desde a Epopeia de Gilgamesh em que a deusa Ishtarpromete:

“Vou derrubar as portas do inferno,
Vou esmagar os umbrais, e deixar cair as portas dos planos inferiores,
e deixar os mortos subirem para comer os vivos!
E os mortos superam os vivos!”

Essa é “Mãe de todos” falando... deve ter tido um dia ruim no supermercado, ou algum escravo deve ter errado no sal.

O Puxa saco do Papa
Narra a lenda que uma mulher de nome Joana foi coroadaPapa por volta de 1099, se fazendo passar por homem. Antigamente só os machos podiam mandar na igreja e hoje não é diferente. A descoberta de que uma mulher era o Papa chocou o clero, que tomou a seguinte postura dali em diante para evitar tal escândalo.

Então, foi criada a “cadeira furada”. Sobrou para o sucessor de Joana a se submeter a essa prova para a seguinte eleição do pontífice. Dignitários da igreja conduziram o futuro Papa a capela de São Silvestre onde estava a cadeira furada para a devida observação.

Antes da consagração, os bispos e os cardeais colocavam o papa sem nenhuma calçola ou coeiro que o valha, sobre essa cadeira com as pernas sagradas separadas fazendo com que seus órgãos sexuais sagrados ficassem livres e soltos a favor da gravidade. O teste consistia de tato para afastar qualquer tipo de ilusão de ótica dando testemunho aos assistentes que gritavam com voz alta: “Temos um Papa!”.

Este funcionário que apalpa o saco do Papa é chamado de Carmelengo, ou mais conhecido hoje como o “Puxa-saco”. Leão X foi o último papa a ter de passar pela cerimônia de Puxação de saco, mas creio que essa prática, não tão ostensiva como antes, anda presente nos ambientes corporativos do mundo todo.

Seja lá quem for o novo Papa daqui pra frente, uma coisa é certa: Esse Papa terá que ter saco. Saco para aguentar tanta turbulência que virá pela frente. Se as “profecias” bíblicas se concretizarem teremos fogo dos céus, Zumbis, pestes, tsunamis e muito casamento gay.

Esse último, por sinal, será o único fator relevante para impedir a raça humana de se multiplicar em abundancia e repovoar a Terra gerando mais e mais cristãos devotos para seguirem o pobre diabo chamado Zeus. Tadinho dele...

laura botelho

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A Verdade Sobre a Farsa do Dinheiro (Parte 3 - Final)






"Em uma cidade morava Alan, que era o único relojoeiro. Seus preços eram altos porque os clientes estavam ansiosos por pagarem para obter um dos seus relógios.
Depois outro homem começou a fazer os relógios e os ofereceu com um preço mais baixo para conseguir vendas. Alan foi forçado a baixar seus preços e depois todos os preços caíram, assim os dois homens se esforçaram para dar a melhor qualidade com o menor preço. Essa era a genuína livre competição.

A mesma coisa aconteceu com os construtores, operadores de transportes, contadores, fazendeiros; na verdade, em cada empreendimento. Os clientes escolhiam sempre o que sentiam que era o melhor negócio, tinham liberdade de escolha. Não havia proteção artificial tal como licenças ou tarifas que evitassem que outras pessoas entrassem em um determinado negócio. O padrão de vida elevou-se e depois de pouco tempo as pessoas perguntaram-se como podiam ter vivido antes sem dinheiro.

No final do ano, Fabian saiu da sua loja e visitou todas as pessoas que lhe deviam dinheiro. Algumas possuíam mais do que tinham pedido emprestado, mas isso significava que outras pessoas tinham menos, posto que inicialmente tinha sido distribuída só uma quantidade limitada de moedas. Os que possuíam mais do que tinham pedido emprestado, devolveram o empréstimo e mais 5 adicionais para cada 100, mas tiveram que pedir emprestado novamente para poder continuar.
Os demais descobriram pela primeira vez, que tinham uma dívida. Antes de lhes emprestar mais dinheiro, Fabian tomou-lhes em hipoteca alguns de seus ativos e assim, cada um saiu mais uma vez para tentar conseguir essas 5 moedas extras que pareciam sempre tão difíceis de encontrar.
Ninguém se deu conta de que o pais como um todo jamais poderia sair da dívida até que todas as moedas fossem devolvidas, mas mesmo que isso fosse feito haviam ainda aquelas 5 adicionais para cada 100 que nunca tinham sido postas em circulação. Ninguém além de Fabian podia ver que era impossível pagar os juros - o dinheiro extra nunca tinha sido posto em circulação, e portanto sempre faltaria para alguém.
Era verdade que Fabian gastava algumas moedas, mas ele sozinho não podia gastar tanto como os 5% da economia total do pais. Havia milhares de pessoas e Fabian era só um. Além do mais, ele ainda era um ourives vivendo uma vida confortável.
Nos fundos da sua loja, Fabian tinha um cofre e as pessoas acharam conveniente deixar algumas de suas moedas com ele por segurança. Fabian cobrava uma pequena quantia, dependendo da quantidade e do tempo que o dinheiro permanecia com ele e dava ao dono das moedas um recibo por cada depósito.
Quando uma pessoa fazia compras, normalmente não levava muitas moedas de ouro. Essa pessoa dava ao mercador um dos recibos de Fabian segundo o valor das mercadorias que desejava comprar.
Os mercadores reconheciam o recibo como verdadeiro e aceitavam-no com a idéia de levá-lo depois a Fabian para retirar uma quantidade equivalente em moedas. Os recibos passaram de mão em mão ao invés do próprio ouro. As pessoas confiavam totalmente nos recibos - elas os aceitavam como se fossem tão bons quanto as moedas de ouro.
Em pouco tempo, Fabian notou que era muito pouco freqüente que uma pessoa pedisse de volta suas moedas de ouro.
Ele pensou: "Aqui estou eu, na posse de todo este ouro e continuo tendo que trabalhar duro como artesão. Não faz sentido. Há muitas pessoas que ficariam contentes de me pagar juros pelo uso deste ouro que está guardado aqui e cujos donos raramente pedem de volta.

É verdade que o ouro não é meu, mas está no meu poder e é o que interessa. Praticamente não preciso nem mais fazer moedas, posso utilizar algumas das que estão guardadas no cofre."
No início ele era muito precavido, emprestando umas poucas moedas de cada vez e somente quando tinha certeza da sua devolução. Mas aos poucos adquiriu confiança e emprestou quantidades cada vez maiores.
Um dia, pediram um empréstimo bastante grande. Fabian sugeriu, "Em vez de você levar todas estas moedas podemos fazer um depósito em seu nome e então eu lhe dou vários recibos com o valor das moedas". A pessoa que pediu o empréstimo concordou e saiu com um maço de recibos. Ela tinha obtido um empréstimo, no entanto o ouro continuava no cofre de Fabian. Depois que o cliente se foi, Fabian sorriu. Ele podia ter seu bolo e ainda por cima comê-lo. Ele podia "emprestar" o ouro e ainda mantê-lo no seu poder.
Os amigos, os estrangeiros e até os inimigos necessitavam de fundos para continuarem os seus negócios e desde que pudessem garantir a devolução, podiam pedir emprestado tanto quanto necessitassem. Simplesmente escrevendo recibos Fabian podia "emprestar" várias vezes o valor do ouro que havia em seu cofre, e ele nem sequer era o dono do dinheiro. Tudo era seguro, desde que os donos verdadeiros não pedissem a devolução do seu ouro e a confiança das pessoas fosse mantida.
Ele tinha um livro onde registrava os débitos e os créditos de cada pessoa. De fato, o negócio de empréstimos estava se mostrando muito lucrativo.
Sua posição social na comunidade aumentava quase tão rapidamente quanto sua riqueza. Ele estava se tornando um homem importante e requeria respeito. Em matéria de finanças, sua palavra era como uma declaração sagrada.
Os ourives de outras cidades ficaram curiosos sobre suas atividades e um dia chamaram-no para ter uma audiência com ele. Fabian disse-lhes o quê ele estava fazendo, mas ressaltou cuidadosamente a necessidade de manter o segredo.

Se o plano deles fosse exposto, o esquema falharia, assim todos concordaram em formar sua própria aliança secreta.
Cada um voltou à sua cidade e começou a trabalhar como Fabian tinha-lhes ensinado.
As pessoas agora aceitavam os recibos como se fossem tão bons quanto o ouro e muitos recibos foram depositados para mantê-los em segurança da mesma maneira que as moedas. Quando um mercador desejava comprar mercadorias de um outro, ele simplesmente redigia uma nota curta dirigida a Fabian na qual o autorizava a transferir o dinheiro da sua conta para a do segundo mercador. Fabian gastava apenas alguns minutos para ajustar os números no livro.
Esse novo sistema se tornou muito popular e as notas com a instrução de transferência foram chamadas de "cheques".
Mais tarde, em uma noite, os ourives tiveram uma outra reunião secreta e Fabian revelou-lhes um novo plano. No dia seguinte, eles convocaram uma reunião com todos os governadores e Fabian começou: "Os recibos que nós emitimos se tornaram muito populares. Sem dúvida, a maioria de vocês, os governadores, estão usando-os e acham que são muito convenientes". Os governadores concordaram, embora se perguntassem qual era o problema. "Bem", continuou Fabian, "alguns recibos estão sendo copiados por falsificadores. Esta prática deve parar".
Os governadores se alarmaram: "O quê podemos fazer?" perguntaram. Fabian respondeu, "Minha proposta é: primeiro de tudo, vamos fazer com que seja o trabalho do governo a impressão de novas notas em um papel especial com desenhos muito intricados. Cada nota será assinada pelo principal governador. Nós ourives ficaremos felizes de pagar os custos da impressão, por que vai nos poupar o tempo que passamos redigindo nossos recibos". Os governadores pensaram, "Bem, o nosso trabalho é proteger as pessoas contra falsificadores e este conselho de vocês parece certamente uma boa idéia". Concordaram então em imprimir as notas.
"Em segundo lugar," disse Fabian, "algumas pessoas têm feito escavações e estão fazendo suas próprias moedas de ouro. Sugiro que vocês aprovem uma lei, para que qualquer pessoa que encontre pepitas de ouro, deva entregá-las. É claro que essas pessoas vão ser pagas com notas e moedas".
A idéia parecia boa, e sem pensar muito nisso, imprimiram uma grande quantidade de notas novinhas em folha. Cada nota tinha um valor impresso nela de $1, $2, $5, $10 etc. Os pequenos custos de impressão foram pagos pelos ourives.
As notas eram muito mais fáceis de transportar e rapidamente foram aceitas pelas pessoas. Apesar da sua popularidade, essas notas e moedas eram usadas somente em 10% das transações. Os registros mostraram que o sistema de cheques era utilizado em 90% de todos os negócios.
A etapa seguinte do plano dele começou. Até agora, as pessoas estavam pagando a Fabian para guardar o dinheiro delas. Para atrair mais dinheiro ao seu cofre, Fabian ofereceu pagar aos depositantes 3% de juros sobre seus depósitos.
A maioria das pessoas acreditava que ele estava re-emprestando o dinheiro delas a quem pedisse um empréstimo, com 5% de juros, e que seu ganho era a diferença de 2%. Aliás, as pessoas não lhe perguntaram muito, porque obter 3% era muito melhor do que pagar para depositar o dinheiro em um lugar seguro.

A quantidade das poupanças cresceu e com o dinheiro adicional nos cofres, Fabian podia emprestar $200, $300, $400 e as vezes até $900 para cada $100 em notas e moedas que ele mantinha em depósito. Ele teve que ter cuidado para não ultrapassar esta relação de 9 a 1, uma vez que uma pessoa de cada dez queria retirar suas notas e moedas para utilizá-las.
Se não houvesse dinheiro suficiente quando requerido, as pessoas ficariam desconfiadas já que os livros de depósito mostravam o quanto elas tinham depositado. Ainda assim, sobre os $900 que os livros contábeis demonstravam que Fabian tinha emprestado redigindo cheques, ele podia cobrar até $45 de juros, ou seja, 5% de 900. Quando o empréstimo mais os juros eram devolvidos ($945), os $900 eram cancelados no livro de débitos e Fabian ficava com os $45 de juros. Portanto, ele estava mais que contente de pagar $3 de juros sobre os $100 depositados originalmente, os quais nunca tinham saído do seu cofre. Isto significava que, para cada $100 que mantinha em depósito, era possível obter um lucro de 42%, enquanto a maioria das pessoas pensava que ele só ganhava 2%. Os outros ourives estavam fazendo a mesma coisa. Criavam dinheiro do nada, apenas com suas assinaturas em um cheque, e ainda por cima cobravam juros sobre ele.
É verdade que eles não estavam fabricando dinheiro, o governo imprimia as notas e as entregava aos ourives para serem distribuídas. O único gasto de Fabian era o pequeno custo de impressão. No entanto, eles estavam criando dinheiro de crédito que vinha do nada e sobre o qual faziam incidir juros. A maioria das pessoas acreditava que a provisão de dinheiro era uma operação do governo. Acreditavam também que Fabian estava lhes emprestando o dinheiro que alguém mais tinha depositado, mas era estranho que nenhum depósito decrescia quando Fabian emprestava dinheiro. Se todos tivessem tentado retirar seus depósitos ao mesmo tempo, a fraude teria sido descoberta.
Não havia problemas quando alguém pedia um empréstimo em moedas ou notas. Fabian simplesmente explicava ao governo que o aumento da população e da produção requeria mais notas, e ele as obtinha por pequeno custo de impressão.
Um dia, um homem muito pensativo foi ver Fabian. "Esta cobrança de juros está errada", disse ele. "Para cada $100 que você empresta, você está pedindo $105 em retorno. Os $5 extras não podem ser pagos nunca, já que não existem.
Os fazendeiros produzem comida, os industriais produzem bens e assim fazem todos os demais, mas somente você produz dinheiro. Suponha que existam somente dois empresários em todo o pais, e que nós empregamos o resto da população. Pedimos-lhe emprestado $100 cada um, pagamos $90 em salários e gastos e ficamos com $10 de lucro (nosso salário). Isso significa que o poder aquisitivo total de toda a população é $90 + $10 multiplicado por dois, isto é $200. Mas, para lhe pagar, nós devemos vender toda a nossa produção por $210. Se um de nós tiver sucesso e vender toda a produção por $105, o outro homem só pode esperar obter $95. Além disso, parte dos seus bens não pode ser vendida, já que não restaria mais dinheiro para comprá-los.
Tendo obtido só $95, o segundo empresário ainda deveria a você $10 e só poderia lhe pagar pedindo mais emprestado. Este sistema é impossível".
O homem continuou, "Certamente você deveria emitir $105, ou seja 100 para mim e 5 para seus próprios gastos. Assim, haveria $105 em circulação e a dívida poderia ser paga".
Fabian escutou em silêncio e finalmente disse: "A economia financeira é um assunto muito profundo meu amigo, requer anos de estudo. Deixe que eu me preocupo com estes assuntos e você se preocupa com os seus. Você deve se tornar mais eficiente, aumente sua produção, reduza seus gastos e torne-se um melhor empresário. Sempre vou estar disposto a ajudá-lo nesses assuntos".
O homem se foi sem se dar por convencido. Havia alguma coisa errada com as operações de Fabian e ele sentiu que suas perguntas tinha sido evitadas.
No entanto, a maioria das pessoas respeitava a palavra de Fabian -"Ele é o perito, os demais devem estar errados. Olhem só como é que o pais desenvolveu-se, como a nossa produção aumentou. É melhor nós deixarmos que ele tome conta destas coisas".
Para pagar os juros sobre os empréstimos que haviam pedido, os mercadores tiveram que elevar seus preços. Os assalariados queixaram-se de que os salários eram muito baixos. Os empresários negaram-se a pagar maiores salários, dizendo que quebrariam. Os fazendeiros não podiam obter preços justos pela sua produção. As donas de casa queixavam-se de que os alimentos estavam muito caros.
E finalmente, algumas pessoas declararam-se "em greve", algo do qual nunca se tinha ouvido falar antes. Outros haviam sido afetados pela pobreza, e seus amigos e parentes não tinham dinheiro para ajudá-los. A maioria tinha esquecido a verdadeira riqueza ao seu redor: as terras férteis, os grandes bosques, os minerais e o gado. Só podiam pensar no dinheiro, que sempre parecia faltar. Mas nunca questionaram o sistema. Eles acreditavam que o governo o estava controlando.
Alguns poucos tinham juntado seu dinheiro em excesso e formaram companhias de empréstimos ou "companhias financeiras". Podiam obter 6% ou mais, desta maneira, o que era melhor do que os 3% que Fabian pagava, mas só podiam emprestar o dinheiro que possuíam - não tinham o estranho poder de criar dinheiro do nada simplesmente registrando números em um livro.
Estas companhias financeiras de alguma maneira preocupavam Fabian e seus amigos, então eles logo formaram as suas próprias companhias. Na maioria dos casos, compraram as outras companhias antes de que começassem suas operações. Em pouco tempo, todas as companhias financeiras ou pertenciam a eles ou estavam sobre o controle deles.
A situação econômica piorou. Os assalariados tinham certeza de que os patrões estavam tendo muito lucro. Os patrões diziam que os trabalhadores eram muito preguiçosos e não estavam cumprindo honestamente seu dia de trabalho e todos culpavam a todos. Os governantes não podiam achar uma resposta, e além disso, o problema imediato parecia ser combater a crescente pobreza.
O Governo empreendeu então esquemas de previdência e fizeram leis forçando as pessoas a contribuírem com eles. Isto fez com que muitas pessoas ficassem irritadas - elas acreditavam na velha idéia de ajudar o vizinho voluntariamente.
"Estas leis não são mais do que um roubo legalizado. Tirar uma coisa de uma pessoa contra sua vontade, independente do propósito para o qual vai ser usado, não é diferente de roubar."
Mas cada homem sentia-se indefenso e temia a ameaça de ir para a cadeia se falhasse em pagar. No inicio, estes esquemas de previdência deram algum alívio, mas com o tempo o problema da pobreza agravou-se novamente e então era preciso mais dinheiro para a previdência. O custo destes esquemas elevou-se mais e mais e o tamanho do governo aumentou.

A maioria dos governantes eram homens sinceros tentando fazer o melhor possível. Eles não gostavam de pedir mais dinheiro ao seu povo e finalmente, não tiveram outra opção a não ser pedir dinheiro emprestado a Fabian e seus amigos. Eles não tinham idéia de como fariam para pagar esse empréstimo. A situação piorou, os pais já não podiam pagar professores para seus filhos. Não podiam pagar médicos e as empresas de transporte estavam falindo.
O governo foi forçado a assumir o controle desses serviços um por um. Professores, médicos e muitos outros tornaram-se servidores públicos.
Poucas pessoas estavam satisfeitas com os seus empregos. Recebiam um salário razoável mas perderam sua identidade. Converteram-se em pequenas engrenagens de uma maquinaria gigante.
Não havia espaço para a iniciativa pessoal, muito pouco reconhecimento para o esforço, sua renda era fixa e somente podia-se ascender quando um superior se aposentava ou morria.
Desesperados, os governantes decidiram pedir o conselho de Fabian. Consideravam-no muito sábio e parecia saber como resolver assuntos de dinheiro. Fabian os escutou explicarem todos os seus problemas, e finalmente respondeu, "Muitas pessoas não podem resolver seus próprios problemas - eles precisam de alguém que o faça por eles. Com certeza, vocês vão concordar que a maioria das pessoas tem direito a ser feliz e a ter o básico para viver. Um de nossos grandes ditados populares é "Todos os homens são iguais" - Não é verdade?
Bem, a única maneira de equilibrar as coisas é tomar o excesso de riqueza dos ricos e dá-lo aos pobres. Organizem um sistema de impostos. Quanto mais um homem tem, mais deve pagar. Arrecadem os impostos de cada pessoa segundo sua capacidade e dêem a cada um segundo sua necessidade. As escolas e os hospitais devem ser gratuitos para aqueles que não puderem pagá-los."

Ele lhes deu uma longa palestra sobre grandes ideais e concluiu dizendo: "Ah, a propósito, não se esqueçam de que me devem dinheiro. Estiveram me pedindo emprestado por muito tempo. O mínimo que posso fazer para ajudar, é que vocês só me paguem os juros. Nós deixaremos o capital como dívida, apenas me paguem os juros".
Saíram, e sem pensar muito sobre as filosofias de Fabian, introduziram o imposto gradativo sobre a renda: quanto mais você ganha, mais alta é a sua dívida fiscal. Ninguém gostou disso, mas ou pagavam os impostos ou iam para a cadeia.
Os novos impostos forçaram os comerciantes novamente a subirem os seus preços. Os assalariados exigiram salários mais altos o que causou que muitas empresas falissem, ou que substituíssem homens por maquinaria. Isso resultou em mais desemprego e forçou o governo a introduzir mais esquemas de previdência e mais seguros de desemprego.
Foram introduzidas tarifas e outros mecanismos de proteção para resguardar algumas indústrias, de maneira que mantivessem suas ofertas de emprego. Algumas pessoas perguntaram-se se o propósito da produção era produzir mercadorias ou simplesmente proporcionar empregos.
No entanto, as coisas ficavam cada vez piores. Tentaram o controle de salário, o controle dos preços, e toda classe de controles. O governo tentou conseguir mais dinheiro com impostos sobre as vendas, os salários, etc. Alguém observou que no caminho desde a colheita do trigo até a mesa nos lares, havia cerca de 50 impostos sobre o pão.
Muitos "peritos" se apresentaram e alguns deles foram escolhidos para governar, mas depois de cada reunião anual voltavam sem ter alcançado quase nada, exceto pela notícia de que os impostos deviam ser "reestruturados", mas sempre a quantidade total de impostos aumentava.
Fabian começou a exigir seus pagamentos de juros, e uma porção cada vez maior do dinheiro dos impostos era necessária para pagá-lo.
Então veio a política partidária - as pessoas discutiam sobre que grupo de governadores poderia solucionar da melhor maneira seus problemas. Discutiram sobre as personalidades, idealismo, os slogans... Sobre tudo exceto o problema real. Os Conselhos estavam com problemas.
Em uma cidade os juros da dívida excederam a quantidade de impostos que foram arrecadados em um ano. Em todo o pais os juros que não foram pagos continuaram aumentando - juros foi cobrado sobre os juros não-pagos.
Gradualmente, muita da riqueza real do pais foi comprada ou controlada por Fabian e seus amigos e com isso veio um maior controle sobre as pessoas. No entanto, o controle ainda não estava completo. Eles sabiam que a situação não estaria segura até que cada pessoa fosse controlada.
A maioria das pessoas que se opunha ao sistema era silenciada por pressão financeira, ou sofria o ridículo público. Para atingir isto, Fabian e seus amigos compraram a maioria dos jornais, televisão e estações de rádio. E escolheram cuidadosamente as pessoas que iam operá-las. Muitas destas pessoas tinham um desejo sincero de melhorar o mundo, mas nunca se deram conta de como eram usadas. Suas soluções sempre lidavam com os efeitos do problema, nunca com a causa.
Havia vários jornais diferentes - um para a ala direita, um para a ala esquerda, um para os trabalhadores, um para os patrões, e assim por diante. Não importava muito em qual você acreditasse desde que você não pensasse no problema real.
O plano de Fabian estava quase no final - o pais inteiro devia-lhe dinheiro. Através da educação e da Mídia, ele tinha o controle da mente das pessoas. Podiam pensar e crer apenas no que ele queria que pensassem.

Uma vez que um homem tem muito mais dinheiro do que ele pode gastar para seus prazeres, que desafio resta para excitá-lo?. Para aqueles que têm uma mentalidade dominante, a resposta é o poder - poder puro e completo sobre outros seres humanos. Colocaram idealistas nos meios de comunicação e no governo, mas os controladores reais que Fabian procurava eram os que tinham mentalidade de classe dominante.
A maioria dos ourives seguiram este caminho. Conheciam a sensação de grande abundância mas já não os satisfazia. Precisavam de desafios e emoção e o poder sobre as massas converteu-se em um grande jogo.
Acreditaram que eram superiores a todos os demais. "É o nosso direito e nosso dever governar. As massas não sabem o que é bom para elas. Precisam serem dirigidos e organizados. Governar é o nosso direito de nascimento".
Por todo o pais Fabian e seus amigos possuíam muitos companhias de empréstimos. Na verdade, eram de propriedade privada e de diferentes donos. Na teoria competiam umas com outras mas na verdade trabalhavam juntas. Despois de convencer alguns dos governadores, instalaram uma instituição que chamaram de Reserva Central de Dinheiro. Nem sequer usaram seu próprio dinheiro para fazer isto -criaram crédito contra uma parte dos depósitos das pessoas.

Esta instituição tinha a aparência de regular a fonte do dinheiro e ser uma instituição pertencente ao governo, mas estranhamente não se permitiu a nenhum governador ou servidor público ingressar à Junta Diretiva.

O governo deixou de pedir emprestado diretamente de Fabian, mas começou a usar um sistema de Bônus contra a Reserva Central de Dinheiro. A garantia oferecida era a renda estimada dos impostos do ano seguinte. Isto ajustava-se com o plano de Fabian -afastar as suspeitas de sua pessoa e desviar a atenção para uma aparente instituição do governo. Por baixo do pano, ele ainda tinha o controle.
Indiretamente, Fabian tinha tal controle sobre o governo que este era obrigado a seguir suas instruções. Fabian costumava gabar-se: "Deixem-me controlar o dinheiro de uma nação e não me importo com quem faz suas leis". Não interessava muito que partido era eleito para governar. Fabian tinha o controle do dinheiro, o sangue vital da nação.
O governo obtinha o dinheiro, mas o juros foram se acrescentado sempre em cada empréstimo. Cada vez mais se gastava dinheiro em esquemas de previdência e em seguros de desemprego, e não muito tempo depois, o governo se viu com dificuldades até para pagar os juros, sem falar do capital.
No entanto, havia mais pessoas que se perguntaram: "O dinheiro é um sistema feito pelo homem. Com certeza pode-se ajustar o sistema para pô-lo a serviço das pessoas, e não que as pessoas estejam a serviço do dinheiro". Mas cada vez havia menos pessoas que se faziam essa pergunta e suas vozes se perderam na louca procura do dinheiro inexistente para pagar os juros.
Os governos mudaram, os partidos políticos mudaram, mas as políticas de base continuavam. Sem importar que governo estava no "poder", o objetivo final de Fabian aproximava-se mais e mais cada ano. As políticas das pessoas não significavam nada. As pessoas pagavam com esforço os impostos, não podiam pagar mais. Amadurecia o momento para o movimento final de Fabian.
Dez por cento do dinheiro ainda estava sob a forma de notas e moedas. Isto tinha de ser eliminado de tal maneira que não despertasse suspeitas. Enquanto, as pessoas utilizassem dinheiro de contado, seriam livres de comprar e vender como quisessem -as pessoas ainda tinham algum controle sobre suas próprias vidas.
Mas não era sempre seguro carregar notas e moedas. Os cheques não eram aceitos fora da comunidade local, e portanto, procurou-se um sistema mais conveniente. Fabian tinha a resposta outra vez. Sua organização deu um pequeno cartão plástico a cada um onde mostrava-se o nome da pessoa, a foto e um número de identificação.
En qualquer lugar onde esse cartão fosse apresentado, o comerciante telefonaria para o computador central para controlar o crédito. Se tinha crédito, a pessoa poderia comprar o que desejasse; até certa quantidade.
No início, permitira-se que as pessoas gastassem uma quantidade pequena em crédito, e se ele era pago dentro do mesmo mês, não incidia juro nenhum. Isto estava bem para os assalariados, mas o quê aconteceria com os empresários?. Eles tinham que instalar máquinas, fabricar as mercadorias, pagar os salários etc. e vender todas suas mercadorias e logo depois pagar o crédito. Se excediam a um mês, eram taxados em 1,5% por cada mês que a dívida era acumulada. Isto chegava a 18% ao ano.
Os empresários não tinham nenhuma opção aliás de acrescentar 18% sobre o preço de venda. Mas todo esse dinheiro ou crédito adicional (18%) não tinha sido emprestado a ninguém. Em todo o pais os empresários tinham a impossível tarefa de pagar $118 por cada $100 que pediram emprestados -mas os $18 adicionais nunca tinham sido criados no sistema. Não existiam.
Fabian e seus amigos elevaram ainda mais sua posição social. Eram considerados pilares de respeitabilidade. Suas declarações em finanças e economia eram aceitas com convicção quase religiosa.
Sob a carga de impostos cada vez maiores, muitas pequenas empresas derrubaram-se. Licenças especiais eram necessárias para várias operações, de maneira tal que para as empresas restantes fosse muito difícil participar. Fabian possuía e controlava todas as grandes companhias que tinham centenas de subsidiárias. Estes pareciam competir entre si, no entanto Fabian controlava todas elas. Eventualmente, todos os outros competidores foram forçados a fechar suas portas. Os encanadores, os carpinteiros, os eletricistas e a maioria das indústrias pequenas sofreram igual destino -foram tragados pelas companhias gigantes de Fabian que tinham proteção do governo.
Fabian queria que os cartões plásticos substituíssem as notas e as moedas. Seu plano era que quando todas as notas fossem retiradas, somente os negócios que utilizassem o sistema de cartões ligados ao computador central poderiam funcionar.
Ele planejou que se alguém eventualmente perdesse seu cartão, estaria impossibilitado de comprar ou vender qualquer coisa até que se demonstrasse sua identidade. Ele queria impor uma lei, que lhe desse um controle total -uma lei que obrigasse a todas as pessoas a terem seu número de identificação tatuado na mão. O número seria visível somente sob uma luz especial, ligada a um computador. Cada um desses computadores estaria conectado ao computador central gigante e assim Fabian poderia saber tudo sobre todos.
A propósito, a terminologia usada no mundo financeiro para este sistema é "Reservas bancárias" (Fractional Reserve Banking). (NdoT: É um sistema onde os bancos privados e o banco central têm o monopólio do poder para gerar moeda corrente. O valor total dos depósitos em um banco, e portanto a quantia total de moeda que pode ser gerada por um banco, está limitado por um múltiplo das suas reservas. O banco central supervisiona os bancos privados para garantir que as reservas serão mantidas no nível requerido ou por cima dele.
A história que você acaba de ler, evidentemente, é ficção.
Mas, se você achar que é preocupantemente real e quer saber quem é Fabian na vida real, um bom começo seria um estudo das atividades dos ourives ingleses nos séculos XVI e XVII.
Por exemplo, o Banco da Inglaterra começou em 1694. O rei Guilherme de Orange estava em dificuldades financeiras como resultado de uma guerra com a França. Os ourives "emprestaram-lhe" 1,2 milhões de libras (uma quantidade impressionante naqueles dias) sob determinadas condições:
Os juros seriam 8%. Lembre-se que a Carta Magna indicava que cobrar juros era crime passível de morte. Rei devia conceder aos ourives uma carta para o Banco que lhes dava o direito de emitir crédito.
Antes disso, suas operações de emitir recibos por mais dinheiro do que tinham depositado eram totalmente ilegais. A carta do rei tornou-as legais.
Em 1694 William Patterson obteve a carta para o Banco da Inglaterra.

© Larry Hannigan, Australia"


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